Multiplicando Ações Inclusivas – Braillu Mais

Foto de arquivo: Ângela Maieski

Sou uma otimista incorrigível e continuo acreditando que pessoas podem desenvolver uma consciência crítica e ética através da reflexão. Há vários anos venho montando uma oficina de sensibilização na qual os alunos são convidados a participar colocando-se no lugar de uma pessoa com deficiência. A simulação é realizada com uso de vendas, protetores auriculares  e  eventualmente, com cadeiras de rodas. Difícil era encontrar brinquedos e jogos para deficientes visuais e solicitei que algumas turmas da EJA – Educação de Jovens e Adultos colocassem sua criatividade em ação. Criaram alguns jogos em EVA (Etil, Vinil e Acetato) e outros em madeira. O jogo de damas apresenta inconformidade (foto1), para ser adequado teria que ser refeito, colocando-se pinos em todas as peças e ranhuras na metade delas, mas o jogo da velha (foto2) permite jogar sem entraves.

Foto: Ângela Maieski (arquivo)

Foto de arquivo: Ângela Maieski

Agora a boa notícia: através do Projeto Multiplicando Ações Inclusivas foram criados jogos pedagógicos e brinquedos adaptados para deficientes visuais, suprindo assim uma lacuna relativa ao processo de alfabetização Braille e estimulação tátil.

A pedagoga Luciane Maria Molina Barbosa que atua no ensino  de deficientes visuais, ela própria deficiente visual, vem realizando trabalhos voltados à alfabetização Braille, reabilitação, apoio escolar e informática com softwares de voz integrado, lançou o projeto BRAILLU MAIS – “Multiplicando Ações Inclusivas”- www.braillu.com e estará participando entre 14 e 17 de abril da REATECH 2011, Feira Internacional de Tecnologias em Reabilitação, Inclusão e Acessibilidade em São Paulo.

São ações assim que permitem uma melhor qualidade de vida, para aqueles que por problemas congênitos ou adquiridos, precisam aprender ou reaprender a perceber, reconhecer e se locomover no espaço que nos cerca.

PS: A Luciane informou que eles  adapataram o jogo de dama com texturas velcro e EVA.

Ela, além de atuar no ensino de deficientes visuais também atua na formação de professores.

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Acessibilidade e Sensibilização

A inclusão está prevista em Lei, porém como tantas outras, ela não é efetiva, pois quando se torna necessário legislar sobre algum assunto, em geral, é porque falta conscientização.

Foto de arquivo: Ângela Maieski

 

Tornar os espaços acessíveis para todos é uma questão de sensibilização e conscientização. Prédios são construídos sem prever o espaço adequado para permitir que uma cadeira de rodas circule livremente, banheiros exíguos não permitem o uso de uma cadeira adequado para o banho, que acaba substituído por “banho de leito”, degraus impossibilitam o livre trânsito, portas apresentam largura inadequada e por aí vai.

O aluno que aparece na imagem jogando o “jogo da velha”, ganhou uma classe adaptada, com altura superior as demais, como pode ser observado na foto.

Foto de Arquivo: Ângela Maieski

 

Se o problema é a deficiência visual ou auditiva, os problemas não são muitos diferentes, para sair á rua, ir ao mercado, ao banco… quase sempre é preciso contar com a ajuda de parentes e amigos. Elevadores e semáforos sem aviso sonoro, máquinas de cartões que não são padronizadas… a lista é longa.

Escolas e professores também não estão preparados para atender as pessoas que estão incluídas legalmente no sistema de ensino, quer seja do ponto de vista arquitetônico, quer seja do conhecimento que demanda atender a esses alunos.

Sensibilizar a comunidade através de uma oficina na qual precisam vivenciar, mesmo que por alguns minutos, as dificuldades inerentes a pessoas com necessidades especiais,  acaba gerando empatia e conscientização.

Foto de arquivo: Ângela Maieski

 

A Escola Estadual de Ensino Médio D. Pedro II, contando com a colaboração dos alunos, que produziram todos os jogos utilizados, procura sensibilizar a comunidade escolar e tornar a acessibilidade mais efetiva.

Foto de arquivo: Ângela Maieski

 

Foto de Arquivo: Ângela Maieski

 

Imagens da Oficina de Acessiblidade e Sensibilização

Organização: Prof. Ângela I. Maieski

Fotos: Carina F. S. Machado

Feira de Ciências- 24/10/2009

Escola Estadual de Ensino Médio D. Pedro II

Novo Hamburgo RS