Histórias de Professores – EEEM D. Pedro II

O livro contando as histórias da escola e do bairro Rincão de Novo Hamburgo está em fase de impressão!  Falta definir local e data do lançamento, mas a parte mais importante está finalizada. Para despertar a curiosidade de tantos que já passaram por essa escola, coloco alguns títulos que estão inseridos nos depoimentos dos professores. Tem até história inédita, guardada em segredo por mais de três décadas. . Aguardem!

Histórias da D. Ledaescola 2015

Histórias da D. Judith

E A Fossa Caiu

Sem Telhado!

A Festa Dos 50 Anos (só que não)

Um Prédio Novo… Um Sonho Realizado

A invasão das pulgas

– Diretora, o muro desabou e as salas antigas estão suspensas no ar!

Uma história triste

Flúor além da medida é perigoso?

O ataque das pulgas

Um dos “SIM” mais importantes de minha vida

Fruto do amor da Dom Pedro

Uma Diretora Inesquecível

Ele era muito, mas muito velho…

Fatos marcantes

Os problemas

As promessas

Saldo Positivo

A Dona Baratinha

A  Bruxinha que era boa

As viagens

Uma escola de família

Fazendo Arte

A diretora “generala”

Alunos, Palestrantes e o ato de Educar

D. Leda partiu, mas seu legado é perene…

1. Leda Torres de Moraes

Leda Torres de Moraes, no ano de 2013, visitando a sala de aula na qual estudou e lecionou. O prédio foi construido no final da década de 30 ou início do anos 40.

Alguns textos são rapidamente redigidos, outros demandam tempo e principalmente, uma busca árdua pelas palavras certas. Uma lembrança, uma expressão utilizada, uma frase entrecortada ou uma foto amarelada pelo tempo são itens que irão compor o todo. Falar de uma pessoa que passou pela vida, deixando uma herança de inestimável valor é difícil, especialmente quando ela de certa forma deixou esse legado sob minha responsabilidade.

Uma herança composta de memórias, divididas com inefável presteza e desprendimento. D. Leda Torres de Moraes partiu quando os anjos entregara-lhe o certificado de conclusão do curso da vida, no dia 11 de junho de 2014. Essa partida inesperada privou-a de ver a realização do projeto com o qual ela tanto contribuiu: o livro que conta a história da escola na qual ela estudou, lecionou e dirigiu até se aposentar.

Suas muitas lembranças e inúmeros apontamentos, suas fotos carinhosamente guardadas, cópias de reportagens e até um projeto da Câmera de Vereadores em homenagem a sua mãe – Lady Castilhos de Moraes – foram disponibilizados.

Imensa tristeza saber que ela não conseguiu ver a obra editada, apesar de finalizada. Consolo saber que ela estava muito feliz em compartilhar suas memórias e extremamente alegre no encontro promovido na Escola D. Pedro II que conseguiu reunir a quase totalidade de diretoras e vice-diretoras que atuaram na escola, desde a década de 40. Um encontro numa tarde fria do mês de outubro de 2013, muitas fotos para eternizar o evento e um agradecimento simbólico por toda dedicação dessas pessoas que capitanearam essa embarcação, a qual nos seus quase cem anos de existência já conduziu inúmeras gerações.

D. Leda Torres de Moraes partiu com a certeza de que suas memórias permanecerão. O livro está escrito e se até agora não foi possível publicá-lo, a incumbência de agregar esse texto ao original é uma pequena homenagem a essa grande mulher, que dedicou sua vida à educação.

Uma escola a caminho dos 100 anos

Em 1997, a então Escola Estadual de 1º Grau Incompleto D. Pedro II do Bairro Rincão – Novo Hamburgo RS – organizou uma festa em comemoração aos 50 anos. Essa história ainda não está completa, faltam pontos e vírgulas, assim como, entre esses, várias informações que estão sendo coletadas entre os professores que na época já lecionavam na escola e dos alunos que por lá passaram. Cada um dos relatos será parte da composição final.

Até então, o registro mais antigo – um livro de Atas – estava guardado em algum lugar, provavelmente no tal arquivo morto, aguardando ser descoberto.  Seu resgate é outra parte da história.

O Livro de Atas, porém, registra o reinicio das aulas em março de 1942, destruindo a hipótese de que ela teria sido criada por volta de 1948, data que teria corroborado parcialmente a escolha do ano de 1997 para comemorar seu cinquentenário.

A festa foi concorrida, pelo que ouvi até agora. Alunos e ex-alunos, professores e ex-professores, pais e comunidade se reuniram para comemorar. Pela manhã, os 50 anos da escola ficaram registrados em inúmeras fotos.  Ao meio-dia, dez anos já haviam sido adicionados e no final da tarde já havia que afirmasse que seriam até mais de 60 anos.

Dois anos após, uma professora deu continuidade ao histórico da escola, registrando que “A escola não tem registro oficial de sua criação. A SE fala em 1948 […]” e ela organizou uma relação de Decretos e Portarias, sendo o mais antigo datado de 1954. A procura  é anterior a década de 90. Em ofício recebido da então DE, datado de 1982, pode ser lida uma observação, escrita a lápis, em relação a lei que teria criado a escola na qual consta que a Seduc estaria providenciando.Uma escola sem registro de nascimento? Isso é algo inadmissível, logo ela, que tanto faz para fornecer as ferramentas adequadas para que inúmeras gerações possam registrar suas próprias histórias, sem poder registrar a sua?

Inúmeras horas de pesquisa e diversos autores após, fornecem as pistas que levam a uma hipótese: A atual Escola Estadual de Ensino Médio D. Pedro II, antes Escola Isolada Rincão dos Ilhéus, Escola Reunida Rincão dos Ilhéus, Grupo Escolar Rincão dos Ilhéus, Escola Estadual D. Pedro II, Escola Estadual de 1º Grau Incompleto D.Pedro II, Escola Estadual de Ensino Fundamental D. Pedro II, ufa…, já existia em 1927, ano da emancipação de Novo Hamburgo.

É preciso comprovar o fato, e para isso é preciso encontrar um ato! O Acto nº 18 de 10 de abril de 1917, que consta no enorme livro de Registro de Leis e Actos, na página 33, enfim comprova o fato, criando as aulas mistas no Rincão dos Ilhéus no 2º Distrito de São Leopoldo – um “novo” nome para a velha escola – e nomeando para rege-la  a Exma. Sra. D. Justina Dias Fialho.

Os 50 anos comemorados em 1997 ganharam não dez, nem vinte, mas trinta anos no decorrer da pesquisa. Soubesse eu antes, teríamos comemorado os 95 anos da escola em abril do corrente ano, mas por outro lado, talvez até seja melhor aguardar e já começar a organizar a Festa do Centenário. Talvez até lá a escola ganhe uma quadra coberta ou um auditório, que nos permita realizar a festa, faça chuva ou faça sol, ou, talvez o muro de arrimo, nos fundos da escola, há tantos anos aguardado, se torne realidade. Afinal, aos 100 anos ela merece algum presente especial!