EJA – Educação de Jovens e Adultos

  A multifacetada EJA e seus desdobramentos no Rio Grande do Sul

                                                                                              Ângela I. Maieski*

 

RESUMO: A Educação de Jovens e Adultos – EJA apresenta características distintas, tanto na formatação quanto na configuração da clientela por ela atendida. Cursos por totalidade, por disciplina ou semi-presenciais procuram atender alunos de 15 anos até aqueles com mais de 70 anos. A exigência de 200 dias letivos acaba transformando essa modalidade em uma “alternativa” para aqueles que querem partilhar as salas de aula com pessoas com o amadurecimento compatível ao seu. Fundamental, porém, é não perder de vista a função reparadora da EJA, nem a heterogeneidade do público e muito menos as características próprias dos alunos dessa modalidade.

Palavras-chave – EJA, carga horária, modalidade, avanços.

A Educação de Jovens e Adultos é multifacetada e com características distintas nas suas variadas formatações. Regulamentada pela LDB/96, para substituir o antigo sistema supletivo, – originalmente criado pelo Decreto Lei 8.529/46 – inovou em terminologia, mas tornou possível aos entes federativos imobilizar a estrutura e duração dos cursos.  As séries iniciais do Ensino Fundamental hoje, em geral, se encontram alienadas das subseqüentes, pois apresentam estrutura e duração diferenciadas.  Os alunos dessa modalidade, portanto, recebem tratamento diferenciado, mesmo que perante a lei não haja distinção.

Essa modalidade educacional vem atendendo ao Movimento dos Sem Terra, aos Quilombolas, os povos indígenas, jovens, adultos e idosos, de áreas urbanas e rurais.  Oferecida por escolas públicas e privadas, Organizações não Governamentais ou por empresas, que visam à qualificação de seus funcionários. As condições sócio culturais e econômicas dos alunos da EJA também apresentam profundas distinções, em geral, relacionadas a comunidades ou regiões nas quais estão inseridos. As diferenças dessa clientela, perante o rigor excessivo da legislação, podem conduzir a resultados desastrosos, desestimulando o retorno aos bancos escolares ou aumentando a evasão. O abandono pode estar relacionado às mudanças que foram colocadas em prática, gradativamente, principalmente a partir do ano 2004, destacando-se a exigência dos 200 dias letivos e 800 horas.

Por outro lado, pode levar à migração desses alunos para os cursos regulares[1] de ensino fundamental e, principalmente médio, oferecido no horário noturno, quer pela proximidade de suas residências ou locais de trabalho, quer pela maior oferta dos mesmos, uma vez que “a educação é um direito de todos”, conforme preconiza a Constituição. Essa migração seria ideal, se houvesse oferta de vagas para atender a todos e se houvesse classes específicas para atendimento ao jovem e adulto, já que apresentam características especificas, conforme a LDB/9394 e Parecer CEB nº.11/2000.

Duração

Organizar essa multiplicidade de situações não é uma tarefa fácil, pois exigiria desdobramentos específicos e isso poderia engrossar o cipoal legislativo já vigente no país. A Resolução CNE/CEB Nº 1, DE 5 DE JULHO DE 2000 diz que “Cabe a cada sistema de ensino definir a estrutura e a duração dos cursos da Educação de Jovens e Adultos, respeitadas as diretrizes curriculares nacionais, a identidade desta modalidade de educação e o regime de colaboração entre os entes federativos.” Na sua redação, ela não impõem o imobilismo, como ocorre a partir de propostas de atrelamento da EJA ao ensino regular, o qual deve ter, obrigatoriamente, 200 dias e 800 horas – com início e término do ano letivo coincidindo com o do ano civil.

O Parecer nº 750/2005 do Conselho Estadual de Educação RS – Comissão de Legislação e Normas comenta outros pareceres e resoluções, reitera que a EJA deve oferecer 3.200 horas, para as séries finais do ensino fundamental, e às 2.400 horas para o ensino médio, pois, de acordo com a relatora e grifado por ela “ essa é a duração normal desses cursos.” A Resolução CNE n°1 é bem explícita ao dizer que “cabe a cada sistema definir a estrutura e a duração”, portanto não é necessariamente a duração normal, porém é a legal no estado do Rio Grande do Sul, por que assim a legislação estadual preconiza.

Ora, a legislação deveria normatizar o tempo mínimo, uma vez que a Lei 9.394/96, que agora vige, deixou de prever o jubilamento e instituiu uma política de igualdade de condições para o acesso e permanência na escola, possibilitando ao aluno transitar por este currículo de acordo com o seu “tempo próprio de construção das aprendizagens.” (Parecer nº. 774/99 CEED/RS). Levando-se em consideração a diversidade sócio-cultural e econômica, o conhecimento prévio e a experiência de vida, regrar a duração dos cursos da EJA em igualdade de condições aos destinados a crianças e adolescentes é desacreditar na capacidade, responsabilidade e comprometimento do jovem e do adulto, uma vez que, conforme Vygotstky “as tarefas de compreender e comunicar-se são essencialmente as mesmas para o adulto e a as crianças [… ] mas as formas que ela utiliza diferem profundamente das do adulto,em sua composição,estrutura e modo de operação.” (p.48) O documento destaca ainda, que

“certificação de conclusão antes do tempo previsto de duração do curso só é possível se tiver freqüentado, no mínimo, 1.600 horas do total previsto para os anos finais do Ensino Fundamental ou 1.200 horas para o Ensino Médio, ou seja, tenha sido desenvolvida a metade da carga horária total do curso, independente da forma de organização curricular definida pela escola.” (Parecer 705/05)

O referido Parecer não fixa duração de cursos destinados para séries iniciais, em geral, de alfabetização. Já a Resolução/CD/FNDE/nº. 028, de 14 de julho de 2005, que estabelece orientações e diretrizes para a assistência financeira suplementar a projetos educacionais, no âmbito do Programa Brasil Alfabetizado, prevê, no “Art. 6º A carga horária da alfabetização será de 240 horas a 320 horas, equivalente a 6 a 8 meses de duração, e a carga horária semanal, entre 10 e 12 horas” e permite organização diversa, ao afirmar em “Parágrafo único – Poderão ser considerados os planos com carga horária semanal diferente do estabelecido no caput deste artigo, desde que devidamente justificada no Plano de Trabalho.”

A legislação não deveria privilegiar um desequilíbrio entre estudantes de séries iniciais e finais, permitindo uma duração diferenciada, a menor para um grupo e a maior para outro, quando a LDB e a Constituição da República não fazem essa distinção, afrontando os princípios constitucionais da igualdade, bem como o princípio da proporcionalidade, colocando este jovem em posição de desvantagem ao ingressar nas séries finais do ensino fundamental e do médio, respectivamente, incorrendo, assim, em flagrante inconstitucionalidade.

O item 22 do já referido Parecer nº 750/2005 CEE-RS, destaca que “o procedimento aqui autorizado (1.600 horas EF e 1.200 horas Em) não pode confundir-se com uma forma cômoda de certificação a qualquer preço (…) ou que a flexibilidade seja considerada um ‘afrouxamento’ que permita a oferta desqualificada, mas, lucrativa de ensino”.

Ora, se ocorre oferta desqualificada, ela ocorre pela falha na fiscalização do gestor responsável e, se refere exclusivamente a instituições particulares ou similares, uma vez que a relatora diz “ad litterum “desqualificada, mas, lucrativa de ensino”“. O lucro em si não pode ser relacionado à escola pública, uma vez que ela não se beneficia da redução da carga horária. Não raro, os cursos correspondentes ao Ensino fundamental e Médio foram formatados para serem realizados em um semestre letivo. Entretanto, “abusus non tollit us um”, ou seja, mesmo que alguns usem abusivamente, isso não impede o uso de algo bom em si. Para corroborar que pode haver uma modalidade de ensino não necessariamente atrelada a carga horária regular, sem por isso desqualifica-la, vale averiguar que

“Impera entre nós confusão clássica com respeito à aprendizagem, geralmente tomada como simples ensino, ou mera instrução, para não dizer treinamento. Esta banalização foi incorporada na nova LDB, realizando autêntica “salada terminológica” e denotando que ainda prevalece a expectativa de uma escola e de uma universidade preocupadas essencialmente com aulas. O mandato dos 200 dias letivos talvez seja a expressão mais explícita, porque induz a pensar que o aluno aprende escutando aulas e que a função central do professor é dar aulas. “(Demo, 1998).

Ao mesmo tempo, entender a EJA como uma modalidade que deveria utilizar metodologia própria, centrada na experiência e conhecimento adquiridos ao longo da vida e, portanto, ser esse o diferencial, seria entender que os alunos que freqüentam outras modalidades de ensino não possuem esses requisitos que são inerentes ao ser humano, mesmo que sejam relativos a cada um e a suas vivências. 

Educar, do latim educare, (de educere), verbo composto do prefixo ex (fora) + ducere (conduzir, levar), e significa literalmente ‘conduzir para fora’, ou seja, preparar o indivíduo para o mundo. O professor é orientador do processo, não detentor absoluto do saber. Como bom condutor, deve compreender e redimensionar os saberes dos alunos, adotando a metodologia mais condizente com as realidades de cada um e do meio no qual vivem, favorecendo sua participação, capacidade de análise e reflexão. Conduzi-los à prática da busca, da seleção e interpretação de informações, utilizando como base os conteúdos curriculares, é o papel do professor. Isso posto, é possível averiguar que:

“Os princípios da contextualização e do reconhecimento de identidades pessoais e das diversidades coletivas constituem-se em diretrizes nacionais dos conteúdos curriculares. […] A contextualização se refere aos modos como estes estudantes podem dispor de seu tempo e de seu espaço. Por isso a heterogeneidade do público da EJA merece consideração cuidadosa. A ela se dirigem adolescentes, jovens e adultos, com suas múltiplas experiências de trabalho, de vida e de situação social,  aí compreendidos as práticas culturais e valores já constituídos.” Parecer CEB nº.11/2000 (p.61)

Por outro lado, o PARECER774/99 CEED/RS estabelece 3.200 horas EF e 2.400 horas EM, e o Parecer nº. 750/2005 reafirma esse tempo, dizendo que, eventualmente, a conclusão pode ocorrer com 1.600 horas do total previsto para os anos finais do Ensino Fundamental ou 1.200 horas para o Ensino Médio, porém não “podem ser confundidas com a autorização de avanços coletivos cuja finalidade seja encurtar a duração dos cursos, pois avanços de classes inteiras desfiguram o caráter excepcional de progresso individual do aluno”.

Avanços

Avanços eventuais, destinados para alunos que apresentem excepcional progresso também não são uma característica específica da EJA. A LDB permite o avanço em qualquer modalidade de ensino, basta averiguar o que diz o Capítulo II, da Educação Básica, na Seção I:

Das Disposições Gerais

II – a classificação em qualquer série ou etapa, exceto a primeira do ensino fundamental, pode ser feita:

c) possibilidade de avanço nos cursos e nas séries mediante verificação do aprendizado;

Já na Seção V, que legisla sobre a Educação de Jovens e Adultos diz que a eles devem ser oferecidas ”oportunidades educacionais apropriadas, consideradas as características do alunado, seus interesses, condições de vida e de trabalho, mediante cursos e exames, obedecendo a base nacional comum do currículo, habilitando ao prosseguimento de estudos em caráter regular”. Não há especificidade quanto à duração dos cursos na modalidade EJA. Uma duração menor não exclui a permanência maior, da mesma forma que ocorre em qualquer modalidade de ensino seja ele fundamental, médio ou universitário. O aluno que não conseguir atingir os objetivos propostos terá que refazer o caminho já trilhado. Mesmo no ensino universitário, aquele que não obtém a média exigida terá que repetir a disciplina. Essa organização curricular, por disciplina, deveria prevalecer na EJA, já que permite ao aluno com dificuldade permanecer em sala de aula somente nos períodos de aula das disciplinas nas quais não logrou êxito. Assim terá mais tempo para se aplicar aqueles conteúdos necessários para atingir os objetivos propostos no planejamento escolar.

Adolescente ou Jovens?

A LDB nos seus Art. 7º e 8° considerada idade mínima para a inscrição e realização de exames supletivos de conclusão do ensino fundamental a de 15 anos completos e para o ensino médio, a idade de 18 anos completos. Como inexiste na ordem constitucional um conceito acerca do que seria Jovem ou Adulto, mais uma vez, encontramo-nos em indefinições terminológicas, pois o ECA – Estatuto da Criança e do Adolescente, no seu Art. 2° considera criança, para os efeitos da Lei, a pessoa até doze anos de idade incompletos, e adolescente aquela entre doze e dezoito anos de idade.

A EJA se destina para aqueles que não puderam cursar no tempo próprio, assim um aluno com 15 no ensino fundamental ou 18 anos, no ensino médio não pode ser considerado como “em tempo impróprio” para a conclusão de fundamental ou médio, uma vez que a idade adequada seriam 14 ou 17 anos e, dependendo da maturidade ou das dificuldades de cada aluno, ele não completará na idade prevista para a escolaridade universal obrigatória, podendo ultrapassar o tempo previsto.

Diferente seria se o ingresso para as séries finais do Ensino fundamental fosse estipulado em 15 anos, porém as provas ou conclusão do curso fossem possíveis somente com 18 anos – evitando a migração de alunos aos 15 anos para a modalidade EJA. Assim também, no ensino médio, o ingresso poderia ocorrer aos 18 anos e a conclusão somente aos 21 anos. Alunos com pequena defasagem escolar seriam assim mantidos no ensino regular[2] por mais tempo. Essa mudança, porém, só seria possível com a mudança da Legislação Federal, por ser Lei maior e predominar sobre aquelas de outros entes federativos.

Considerações Finais

Assim, conforme a legislação do Rio Grande do Sul, a EJA – Educação de Jovens e Adultos se constitui em curso regular, a semelhança do Ensino Fundamental e Médio destinados aos alunos em idade apropriada, exigindo o mesmo número de dias letivos e horas aula. Oferece a possibilidade de avanços em casos excepcionais, como preconiza a lei e não diferindo em nada do oferecido ao “ensino regular”. Atende, ao mesmo tempo, adolescentes, mesmo que esses não possam ser vistos, a luz da legislação como “não jovens”, e também jovens adultos, adultos e idosos.

A legislação federal diz que aos alunos da EJA devem ser oferecidas “oportunidades educacionais apropriadas”, consideradas as características do alunado, seus interesses, condições de vida e de trabalho, mediante cursos e exames, obedecendo a base nacional comum do currículo, habilitando ao prosseguimento de estudos em caráter regular.

A EJA – Educação de Jovens e Adultos, na sua formatação atual, está totalmente descaracterizada, uma vez que está posta em lei estadual a imagem e semelhança da educação básica “regular”, quando deveria habilitar “ao prosseguimento dos estudos em caráter regular”. As contradições semânticas ou “salada terminológica” não deveriam deixar perder de vista a função reparadora da EJA, nem a heterogeneidade do público e muito menos as características próprias dos alunos dessa modalidade.

Referências consultadas:

Arroyo, Miguel A Educação de Jovens e Adultos em Tempos de Exclusão. In: Construção coletiva: contribuições à educação de jovens e adultos. — Brasília: UNESCO, MEC, RAAAB, 2005.

BRITO, Silvia Helena Andrade de. A EDUCAÇÃO NO PROJETO NACIONALISTA DO PRIMEIRO GOVERNO VARGAS (1930-1945)

http://www.histedbr.fae.unicamp.br/navegando/artigos_frames/artigo_101.html – acesso em 17/09/2008

DEMO, Pedro. A Nova LDB: ranços e avanços. 4. ed. Campinas: Papirus, 1997.

______ Aprender: o Desafio Reconstrutivo – Boletim Técnico do Senac. v. 24 n°3 set/dez 98 http://www.senac.br/BTS/243/boltec243c.htm – acesso em 10/07/2008.

CNE – Parecer nº. 04/98. CEB/CNE. Diretrizes Curriculares para o Ensino Nacional. Brasília, 1998.

CNE – Resolução nº. 1, de 5 de julho de 2000. Estabelece as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação de Jovens e Adultos. Brasília, 2000.

CNE – CEB. Parecer nº. 11/2000. Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação de Jovens e Adultos. Brasília, 2000.

LDBEN nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Brasília, 1996.

LOCKE, John. Segundo Tratado sobre o Governo Civil. Petrópolis: Vozes, 2001.

Parecer nº 774/99 CEED/RS  – Orientações relativas a EJA no Sist. Est. de Ensino. Porto Alegre, 1999.

VYGOTSKY; L. S. Pensamento e Linguagem. São Paulo: Martins Fontes, 1889.

[1] Ensino Regular – Assim entendido a oferta do Ensino Fundamental e Médio para alunos na idade adequada, uma vez que a EJA – Educação de Jovens e Adultos também é regular, normatizada pela LDB/96.

[2] Idem

FICHA

Ângela Inês Maieski

Professora da rede pública – Ensino Fundamental e EJA (fundamental e médio)

Ex-Presidente do Conselho Municipal dos Direitos e Cidadania do Idoso /Novo Hamburgo – 1998/2004.

Ex-Coordenadora do Programa da Terceira idade do Centro Universitário Feevale  – 2000 /2001

Novo  Hamburgo, 2010.

29 respostas em “EJA – Educação de Jovens e Adultos

    • Lourdes, que bom que o texto serviu para esclarecer algumas dúvidas. Há outros textos sobre EJA no blog e se precisares de informação complementar, basta deixar um comentário. Abraço

      • Como vai, Angela?

        Meu nome é Marcia, trabalho co Conselho Municipal de Educação de Vitória – ES e estamos trabalhando na resposta a um questionamento da Secretaria Municipal de Educação acerca da obrigatoriedade de 200 dias letivos anuais também na EJA.
        Gostei muito da leitura do seu texto e gostaria que me sugerisse a legislação mais apropriada para embasar essa resposta.
        OBS: Temos um sistema próprio de ensino e uma Resolução que regulamenta a oferta de EJA no Ensino Fundamental e que não aponta essa obrigatoriedade.
        Abraço,

        Marcia

      • Olá Márcia
        Há várias instruções normativas sobre o assunto, já que a LDB/96 colocou a EJA com os mesmos direitos e obrigações do ensino fundamental e médio regular, termo esse também usado para a modalidade de educação de jovens e adultos. Para embasar tua resposta, terias que averiguar a própria LDB e as normativas, assim como a legislação estadual e municipal no que couber. Ainda há uma diferenciação na EJA no que se refere aos anos iniciais e finais do ensino fundamental. Vou te enviar um e-mail para facilitar a troca de informações. Abraço

  1. Ola bom dia, o artigo é atualizado muito fácil a compreensão. Uma lástima não ter lido antes de fazer a prova de Pedagogia que só caiu assunto relacionados a Lei. Inclusive o tempo/ horas para EJA série finais.
    Um abraço.

    • Olá João, bom saber que o artigo ajudou de alguma forma. As leis mudam de acordo com as necessidades. Interpretá-las exige muita atenção. Uma lei estadual pode apresentar características próprias, sem que nisso tenha qualquer ilegalidade. Abraço

  2. Boa Tarde.
    Angela meu filho completou o ensino medio no Neeja em POrto Alegre,no seu diploma esta as notas como conceito A.Ele esta nos EUA entrando na universidade e a universidades esta querendo que as notas sejam em numeros, eu liguei para o Neeja e fui informado que nao seria possivel.Gosatria de saber de vc se tem algum lugar onde no estatuto do Neeja indica que as letras de conceito significa numeros ai eu mando traduzir a lei e mando.Obrigado
    diasfassina@uol.com.br

  3. Olá Ângela. Estou construindo uma proposta para uma instituição particular em um município com Sistema próprio e gostaria de saber se poderias me fornecer alguns endereços para que possa ter um melhor embasamento. Meu e-mail: tdalfollo@yahoo.com.br
    Gostei demais de tua postagem. Abraços. Tânia

  4. Preciso estudar as leis, normativas, tudo que me sirva de amparo para emitir os Históricos Escolares dos alunos da EJA. Preciso saber quais as normativas nos anos 2000 e as alterações atuais. Estou a apenas um ano na secretaria da escola e estou buscando informações. Se puderes me orientar eu fico muito grato.

    • Cezar
      leis e normativas podem diferir entre estados, municípios e no caso, de normas podem diferir se for rede pública ou privada. Posso te dar alguma informação sobre a rede pública estadual do RS ou averiguar se tenho alguma informação que possa te ajudar, se fores mais explicito quanto ao local/ rede na qual trabalhas. Abraço

  5. Ângela
    Trabalho numa escola municipal de ensino fundamental em Bage-RS e como já mencionei com modalidade EJA. Me deparei com um histórico em que o aluno concluiu a 4ª série em 1998 e veio freguentar a totalidade 4 no período da noite de 02/07/2007 a 28/07/2007 ( permaneceu), 01/10/2007 a 21/12/2007 ( avançou ) e totalidade 5 no período 03/03/2008 a 23/07/2008 ( avançou ),conforme as atas da época. Houveram muitas mudanças e não sei como fazer a equivalência das séries com as turmas desta época. Enfim, necessito de um embasamento. Abraço

    • Atualmente as escolas públicas estaduais que atendem EJA utilizam totalidade, antes utilizávamos matrícula por disciplina. Há diferenciação na legislação dos anos iniciais, que correspondem aos primeiros quatro anos (teria que averiguar como fica no ensino fundamental de 9 anos) e séries finais, que seriamos últimos 4 anos. Em princípio, para entrar em uma série/ano do EF basta ter 15 anos e passar por uma prova,feita na própria escola. Uma totalidade % corresponderia a quinta série, se avançou, poderia entrar totalidade 6 do EF. A cada mudança esses problemas surgem e nem sempre há orientação específica. Se a escola trabalhava com turmas dos anos iniciais, as totalidades correspondem as séries. Creio que no município a regra é igual. Talvez consigas informações junto ao pessoal da secretaria de educação de Bagé, pois em geral há pessoas responsáveis pela EJA. Me coloco a disposição para ajudar no que for possível. Abraço

      • Mirian, em princípio, as escolas sejam EJA ou não precisam atender o que diz a lei, ofertando um determinado número de horas e com as disciplinas estabelecidas. Uma escola pública municipal, estadual ou federal vai organizar sua grade curricular de acordo com a norma da secretaria de educação que lhe compete. Há disciplinas específicas para EJA ensino fundamental e no médio entram também sociologia, filosofia, química, física, biologia, que nem sempre são oferecidas no fundamental. Outras adotam por exemplo, uma disciplina chamada estudos sócio – filosóficos ou sócio – históricos, englobando duas disciplinas da área das humanas, mas isso a escola onde pretendes estudar pode te passar.

        Quanto a tua pergunta sobre a lei, teria que saber a qual te referes, se ela é federal, estadual ou municipal. Talvez te refiras ao LDBE – Lei nº 9.394 de 20 de Dezembro de 1996 que Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional.

        Art. 38. Os sistemas de ensino manterão cursos e exames supletivos, que compreenderão a base nacional comum do currículo, habilitando ao prosseguimento de estudos em caráter regular.

        Essa lei diz que podes fazer as provas (Encceja) para ensino fundamental ou Enem, para o médio.
        Qualquer dúvida, estou a disposição.

  6. Boa tarde! achei muito interessante como você respondeu a todos os questionamentos,sou coordenadora da cidade de Trizidela, Ma.E gostaria de saber se a Disciplina Educação para o trânsito é obrigatório segundo o Mec.Para a EJA.e Educação Física.

    • Olá Aricilda
      Procuro responder a todos, pois acredito que um blog tem como finalidade trocar ideias. Sobre a tua dúvida vou colocar um link abaixo que pode te ajudar, mas Educação para o Trânsito não é uma disciplina, porém pode e deve ser trabalhada como tema transversal, no meu entendimento. Em Geografia,por exemplo, é possível trabalhar com os pequenos o entorno da escola – localização, logradouros, etc. – e inserir normas de trânsito, em física, os professores podem utilizar cálculos de velocidade, tempo, distância, etc. para mostrar aos alunos o tempo que levarão até parar o carro. São apenas exemplos, mas que podem se inseridos nas aulas e com certeza contribuirão para que os alunos tenham consciência sobre os perigos do trânsito e direção defensiva. Os professores também podem encontrar material no Detran ou Denatran. Espero ter ajudado. Segue o link:
      http://www.denatran.gov.br/download/unidade%202.pdf

  7. Querida Angela, bom ter vc para nos ajudar. Minha dúvida quanto ao EJA é a seguinte: Alunos que cursam o Módulo II (antiga 1 e 2 séries) podem ser retidos? Agradeço atenção (pode ser bobagem, mas..)Abraço, Marta

    • Marta, desculpe a demora para responder teu questionamento. Não há pergunta que possa ser catalogada como bobagem no meu entendimento, pois se há uma dúvida deve se procurar uma resposta, mesmo que ela possa gerar novos questionamentos. A EJA é uma modalidade da educação regular, mas algumas normas podem ser diferentes pois obedecem a legislação municipal ou estadual. Em tese qualquer um aluno que não apresenta rendimento adequado pode ser retido, até por se tratar de alunos com idade superior a 15 anos. O mais importante,porém, é averiguar o motivo pelo qual esse aluno não consegue acompanhar os demais. Por exemplo, um aluno com dislexia vai apresentar dificuldade nas disciplinas que exigem leitura, mas pode ser ótimo em cálculos.

  8. Boa tarde! achei muito interessante como você respondeu a todos os questionamentos.
    Por isso estou lhe escrevendo, estudei no ensino regular, do 6° ano do ensino fundamental, ao 1° ano do ensino médio no Estado de Minas, depois de 2 anos cursei o 2° ano no EJA no Estado de Tocantins, agora mudei novamente para o Estado de Minas e gostaria de continuar com meus estudos, so que no distrito que estou morando não tem o 3° ano no EJA. gostaria de saber se posso matricular no 3° ano do ensino regular.
    Aguardando resposta,
    Grato
    Eva Mística
    e-mail – mistica445@gmail.com

    • Boa tarde Eva
      A EJA é uma modalidade de ensino regular, então podes sim entrar no 3º ano do ensino médio. Deves levar o histórico da escola onde fizeste o 2º ano no qual deve constar que foste aprovada ou promovida. Com o histórico em mãos e demais documentos – em geral RG, CPF, conta de luz – deves conseguir a matrícula fazer desde que tenha vaga.
      Abraço
      Angela Maieski

    • Olá Sally
      Vais encontrar exemplos de matriz curricular na internet. Para o ensino fundamental há diferença entre anos iniciais e finais, assim como pode ter diferença entre entes – municípios e estados. Não tenho como saber exatamente qual a finalidade do teu pedido, para te orientar melhor.

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