O Radialista e a Legalidade – uma brilhante palestra

A contribuição da colega: crédito a quem de direito

Estava eu na biblioteca, conversando com a professora Nelci Rhoden, colega de profissão e com a qual compartilho o amor pelos livros,  quando ela indagou se eu estava desenvolvendo alguma atividade relacionada a Campanha da Legalidade. Confirmei que o assunto estava sendo trabalhado com a “galera” das três oitavas do diurno,  utilizando a série de reportagens veiculadas nos jornais.

A Nelci – que é uma pessoa que ouço e escuto (considerem um pleonasmo literário, pois sou seletiva com aquilo que ouço)  indagou se eu teria interesse em trazer uma pessoa que vivenciou a Legalidade, para dar uma palestra aos alunos.   Adorei a ideia, mas devido ao espaço restrito – não temos na escola um auditório que comporte adequadamente três turmas – optei por oferecer a oportunidade a duas turmas dos terceiros anos do Ensino Médio da EJA, para as quais leciono Sociologia.  Ela então se encarregou de levar o convite ao palestrante, que prontamente aceitou a tarefa.

Coloquei os alunos a par do assunto, já que poucos sabiam do que se tratava, estabelecendo a relação entre o termo Legalidade e a Constituição, Carta Magna do país, além de um breve relato sobre os  fatos que levaram ao movimento.

O Radialista: um palestrante brilhante

A sala de vídeo estava lotada, alunos nascidos ao longo das últimas cinco décadas do século XX, alguns deles crianças na época, mas a maioria nascida nos anos subsequentes ao  daquele período histórico em que o Rio Grande do Sul se transformou em símbolo de resistência, defendendo a Lei Maior do país.

O Radialista Marcus Aurélio Wesendonk na época atuava na Rádio Guaiba de Porto Alegre e participou da Cadeia da Legalidade, formada por uma rede de rádios gaúchas, que transmitiam do porão do Palácio Piratini, pedindo apoio ao povo em defesa da Legalidade. A rede radiofônica funcionava 24 horas por dia, contando com a participação de jornalistas, radialista e técnicos de todas as emissoras.

Seu relato, pontuado de fatos históricos – dos quais ele participou ativamente – foi soberbo.  Prendeu a atenção dos ouvintes durante noventa minutos. Os áudios originais com os quais nos brindou, remeteram ao passado. Ao final, disponibilizou um tempo para perguntas e elas chegaram rapidamente. Para mim, essa é a comprovação do sucesso de um palestrante. O tema pode ser atraente, mas se o palestrante é mediano, ninguém pergunta nada. Naquela sala, ele partilhou a história do Rio Grande, que ele ajudou a escrever, assim como muitos de seus colegas.

Meu agradecimento ao radialista Marcus Aurélio Wesendonk, pela sua generosidade em disponibilizar seu tempo e conhecimento, a sua filha por trazê-lo até nossa presença, e a professora Nelci  pela ótima sugestão.

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