Ali Babá – o hacker pioneiro de senhas e o inigualável dedão

Conta a lenda, que Ali Babá, de ouvidos atentos, capturou a senha “Abre-te sésamo”. Foi o primeiro hacker de senha. Segurança é algo relativo, chaves michas podem ser feitas seguindo tutoriais expostos na web e a maioria das portas se rende a elas, senhas de bancos são capturadas via “chupa cabras”, mas com e-commerce surge uma vulnerabilidade não prevista.

Solicitar um cartão de crédito nunca foi tão fácil, basta digitar o endereço de um site, preencher todos os dados e aguardar tranquilamente a entrega.

“Preencha todos os campos corretamente […] sua proposta será analisada […] fará a checagem através de ligações […] “

Surge assim mais uma fraude, fácil de executar por quem tem acesso a dados cadastrais de pessoas idôneas. Dados estes que podem ser obtidos de diversas formas, seja através de uma proposta preenchida em uma loja, em um currículo, etc. O telefone de contato e endereço para correspondência é do mentor do golpe ou acessíveis a ele, que pode até quitar os valores debitados no “seu” cartão. Ingenuidade ou inépcia do golpista que pode ocasionar sua identificação e dar origem a um processo por fraude.

Os motivos para tal procedimento podem tanto ser o “nome sujo” ou “baixa renda”. O problema só será detectado quando houver atraso no pagamento da fatura e a instituição financeira obtiver o telefone do indivíduo que teve seus dados utilizados indevidamente, o que irá ocorrer se o mesmo possui cadastro na instituição ou no momento em que a pessoa solicitar um financiamento e for feita uma checagem em alguma base de dados, como o SPC ou Serasa.

O indivíduo só então descobrirá que é devedor de um cartão que não solicitou, nem utilizou. Tempo e dinheiro serão gastos para reverter uma falha de segurança de quem concedeu o crédito sem averiguar que João é realmente João e não José.

Assim, se faz necessária a volta do “dedão”, antes motivo de vergonha para quem dele precisava se utilizar para “assinar” qualquer documento por comprovar seu analfabetismo, hoje deveria ser item obrigatório em qualquer transação on-line. Os cartões com chip são um avanço, mas para identificar corretamente o indivíduo é preciso mais. É fácil averiguar a veracidade e legalidade do CPF e RG no sistema, então não deve ser tão complicado criar uma base de dados digitalizada do “dedão”, que uma vez registrado em uma instituição cadastrada, como na Serasa, por exemplo, ficaria disponibilizado para as demais. Sou pela volta do “dedão”, por enquanto, a prova de fraudes e falsificações.

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