Susan Boyle x Lula da Silva

Susan Boyle e Luiz Inácio Lula da Silva são duas personalidades que ganharam enorme destaque no século XXI. O que há em comum entre ambos? Susan Boyle, apesar das acusações de ter chegado a fama através de uma jogada de marketing, foi um “patinho feio” que lavou a alma de milhões de pessoas, pois representa o talento sobrepujando a aparência. Longa vida a Susan Boyle.

O presidente Lula também pode ser visto como “patinho feio”. Saiu do sertão pernambucano em busca da uma vida melhor. De sertanejo a torneiro mecânico, a sindicalista, a presidente da república… Assim como Susan Boyle, Lula lavou a alma do povo. Não nasceu em berço de ouro, nem é herdeiro político de algum “coronel” nordestino, não tem aparência de galã de filme de Hollywood, não é doutor, é simplesmente alguém “do povo”. E chegou ao mais alto cargo político do país, sendo reconhecido internacionalmente como um dos maiores líderes político do século XXI. Liderança essa que talvez esteja relacionada exatamente a adoção de uma política econômica herdada de seu antecessor; visto como neoliberal; aliada ao fato de ser um político forjado no sindicalismo. Num mundo conturbado, crivado de radicalismos, um político com esse perfil é “o cara”.

Ao assumir o cargo, houve certo receio na comunidade internacional sobre as diretrizes políticas que ele seguiria, uma vez que defendia ideais de esquerda, mas o presidente Lula soube aproveitar o bom momento econômico proporcionado pelo Plano Real, criado no governo Itamar Franco, sob coordenação de Fernando Henrique Cardoso, então Ministro da Fazenda. Do governo FHC, herdou vários programas sociais, como o “Bolsa Escola” e transformou-os no conhecido Bolsa Família.

A sucessão de crises políticas que alcançaram notoriedade no seu governo não afetou sua popularidade, até porque o povo já nem espera qualquer solução, de tão acostumado que está com a corrupção. Corrupção esta arraigada na vida política do país desde o tempo do Brasil Colônia, já que não houve, nem há, um processo sistemático de auditoria que detecte a corrupção no nascedouro. As crises se instalam devido a insatisfação de um dos entes envolvidos, de algum desafeto, de algum jornalista “bisbilhoteiro” que no cumprimento da sua função disponibiliza à população os fatos investigados no melhor exemplo de liberdade de imprensa, que só floresce plenamente nas democracias.

Susan Boyle canta seu sonho, Lula se encanta com sua própria magia, o Brasil se desencanta com seus políticos de esquerda, de direita, de centro, de cima do muro, de trás das trincheiras, de dentro das obras inacabadas e superfaturadas, de trás das fraudes…

De crise em crise, se chega à grande crise da segurança, essa sim um dos maiores problemas a ser resolvido pelos próximos presidentes.  A barbárie ceifa praticamente  uma vida a cada 15 minutos e se não somos  campeões mundiais nessa modalidade, estamos entre os primeiros colocados e sem qualquer motivo de orgulho.

Os programas sociais podem estar diminuindo a miséria e a desigualdade econômica, mas não estão sendo efetivos na erradicação de violência que se alastra de norte a sul como um rastilho de pólvora queimando em direção a um grande barril, que uma vez  incendiado, será  difícil de debelar. Traficantes, bondes, gangues… seja lá o nome que tenham, carregam armas de fogo de alto poder de fogo ou de pequeno calibre, desafiam a polícia e a lei. A violência se alastra célere, basta ver as estatísticas reveladoras da violência. Impunidade, má administração das verbas públicas, corrupção… Não há magia que resista a tanta desolação.

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