A Família LaDina Bra Zil em: O Silêncio Vale Ouro.

O silencio vale ouro. Ditado popular que deveria ser colocado em prática pelos detentores de cargos públicos. Um integrante da família LaDina, diz que está “se lixando” e não me surpreendi ao assistir um programa de reportagens que mostrava principalmente o público feminino de classe média e baixa, desculpando o autor da fala. Os homens já não foram tão compreensivos, talvez porque freqüentem mais assiduamente os bancos das praças e as mesas de bares, locais nos quais as discussões giram em torno de temas do dia a dia que são notícia, enquanto muitas mulheres ainda trocam receitas e comentam as últimas peripécias dos personagens da novela. Fosse outro segmento a ser entrevistado, com certeza não seria perdoado pelas mulheres.

Por outro lado, um número expressivo de mulheres tenta conduzir crianças e jovens ao mundo do conhecimento. Milhares de professores optam por essa tarefa, em geral com enorme dedicação, nem sempre correspondida por seus pupilos. Professores concursados e nomeados, que ganham adicional por tempo de serviço, conquista de tempos idos, tem esse benefício assim descrito: “A gente fica sentada, quieta, de braço cruzado e olho fechado e ganha”, nas palavras da secretária de educação da corporação da Família LaDina Bra Zil.  Quando li a frase, lembrei do bicho preguiça, que sofre com a ação do homem, seja através das queimadas, da caça ou da destruição das matas, que o colocam entre os animais que correm o risco de extinção.

Assim como esses simpáticos animaizinhos, a profissão de professor também corre o risco de extinção. Investimentos em educação também deveriam prever salários dignos. Os melhores profissionais, em inicio de carreira, não optam pelas licenciaturas e quando o fazem, acabam migrando para outras áreas e não para salas de aula. A média de idade dos professores é superior a 45 anos. Assim, as próximas gerações, mantida essa política de descaso, vão amargar para encontrar professores dispostos a entrar em sala de aula

O caro detentor de cargo público que está “se lixando” traduziu em palavras o descaso com a opinião pública e com o dinheiro público, pois a polêmica surgiu pela defesa que fez do colega do “castelinho”. Adicional por tempo de serviço, tempo esse passado em sala de aula, salvo exceções, não deveria ser qualificado, ou melhor dizer, desqualificado, como se inútil fosse. Foi uma conquista e pode ser revista, mas não pelos motivos apontados.

Cabo Verde investiu 6,6 por cento do seu PIB na educação, em 2008, segundo um estudo recente da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) enquanto o Brasil investiu apenas 4,4 % (2006).

Ganha o troféu LaDina quem acertar qual dos dois países, mantidas as proporções, tem mais chances de, em 20 anos, alcançar melhores índices de crescimento econômico e social.

A Família LaDina anda mostrando sua falta de compostura, pois ainda se imagina em tempos de ditadura, com imprensa amordaçada e opinião pública deformada.  Os tempos mudaram e se a mudança é lenta, também é gradual, como bem diziam os militares, que não conseguiram impedir a abertura.

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